A língua portuguesa orgulha-se demais da palavra saudade, e alardeia esse orgulho: é a única língua do mundo inteiro que expressa em um vocábulo esse sentimento. Não se pode trocá-la por uma única palavra de outra língua que signifique exatamente a mesma coisa. Não é possível substituir a saudade; mas é possível adaptar-se à ausência . Pode -se no entanto:denominá-la, nomeá-la, dominá-la. Dar um nome àquele fenômeno (...)"
Giannetti, Cecília. LUGARES QUE NÃO CONEÇO, PESSOAS QUE NUNCA VI. Agir, 2007.




